quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Meu País a fervilhar ...


















Lá para o centro cozinham-se frustrações e ódios e os homens vivem na mata a espera da guerra.
Nós aguardamos a chegada dum qualquer messias,
 aguardamos o bom senso, esperamos pelo despertar da razão  daqueles que mandam e desmandam..














A cidade está vazia e fantasmagórica...
 Vivemos hoje um dia a fingir, vagamos cegos , fomos cobaias dentro dum barril de pólvora...
Esperavam-se convulsões, esperavam os que mandam neste país  que o povo se revoltasse, sabiam que sim, que era possível...
Eles sabiam e povoaram a cidade de guardas leais, premeditadamente o fizeram, intimidando ...
 Os pneus muito discreta e timidamente iam ardendo e o sururu foi inóquo, ficou adiado...


















Os celulares emudeceram devido a um vírus que se supõe chamar mordaça e a expectativa esmoreceu... 
Os parcos níqueis com que o povo vive diminuíram mais e amanhã se verá o milagre da multiplicação...das dificuldades.
Ficou um clima não resolvido, os chapas desapareceram antes da raiva fazer espumar as bocas sedentas de justiça, a acalmia é de tréguas...
Ao sabor do improviso e do acaso se guia inconscientemente um povo para o abismo....
Plenos  de bestialidade eles que podiam tudo resolver invocam os  espíritos sedentos de sangue, levam-nos pela mão para a boca do inferno...














A caminhar se percorreram os caminhos para casa, acabrunhados, esfomeados os trabalhadores andaram  quilómetros sem razão, sem explicação...
 A remoer incompreensões e raivas, o povo era a ressaca do trabalho perdido, mais pobres ainda que ontem, de cara amarrada reflectiam a desilusão, o conformismo, a derrota..
Surreal, como se as ondas do mar vagassem de terra para o oceano, regressavam sem perceber e sem justiça visível...













Estas misturas de sentires já se estenderam e entraram pela pele da indignação deste povo num só...
Sem compreender e sem saber analisar o cidadão se cansa totalmente e fica a mercê desse espírito que leva o inocente a cometer  actos irreflectidos.
Plantaram friamente  em nós a semente da indignação e do despeito!!
A indesejável flor do ódio, essa grassa já incontrolável..
Infelizmente sente-se no ar os ventos gelados que antecedem o deflagrar das tempestades há muito acumuladas !!! 
 













2 comentários:

  1. Abraco solidario com os teu pensamentos e sentimentos.

    Cheers!

    ResponderEliminar
  2. A mim resta torcer para que essa flor do ódio plantada no peito de um povo refém da covardia e inoperância dos seus dirigentes, não vingue e tudo acabe por se resolver de forma pacífica.

    Até quando isso? Até quando a humanidade se vangloriará dos seus feitos e progressos, se ainda há no mundo gentes tão judiadas, sofrendo pela esperteza e imbecilidade de quem só se importam em saciar a própria sede de riqueza e poder.

    Meu abraço de lamento, Tony.
    Que seja plantada a flor da paz e da justiça.

    Beijo.

    ResponderEliminar