quinta-feira, 31 de março de 2016

Saber viver - music by Dead Can Dance



















Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome…   Autoestima

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.

Hoje sei que isso é…   Autenticidade

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de…   Amadurecimento

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é…   Respeito












Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama…   Amor próprio

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é…   Simplicidade

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.

Hoje descobri a…   Humildade

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é   Plenitude

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é…   Saber viver!


Kim McMillen










quinta-feira, 24 de março de 2016

Fatoumata Diawara e a minha terra a sangrar...








campo de refugiados moçambicanos  no Malawi















Que dizer quando vejo os homens a atingirem o apogeu da sua bestialidade?
Poderia  falar do mundo, dos conflitos, dos politicos, da falsidade que aliada à crueldade se converteram nos instrumentos para a nossa degeneração, a assunção total do vale tudo desde que seja segundo a minha total falta de princípios. 

Extermínios diários de seres humanos, abates traiçoeiros dos seres mais inocentes, o êxodo de milhares, o vento do Apocalipse sopra como nunca, é o tempo do desrespeito total pela vida. A essência do homem é sem dúvida de predador rapasse e está neste momento no seu expoente máximo.
Nós os homens somos maus e por muito que lutemos para ser melhores, por muito que interiorizemos os ensinamentos mais ricos sobre o bem e tudo façamos para termos um mundo melhor, acabamos vendo que só temos feito o contrário.












Como num espelho mágico que reflecte a nossa imagem interior, o que vemos reflectido quando nos olhamos é um monstro sem escrúpulos. Esse monstro que se espalha, que cada vez mais contamina os espíritos dos homens está reflectido neste mundo que deixaremos aos nossos filhos. Que horror !
Nos mais diversos cantos do mundo as pessoas comuns morrem todos os dias vítimas das guerras, vitimas da miséria, loucos e doentes é como essas pessoas acabam antes de sucumbirem. A vida hoje é uma luta canibal pela sobrevivência. Pergunto, será que nascemos neste maravilhoso planeta com o propósito de entrar numa existência de lutas, de competição, de voracidade consumista até ao fim dos nossos dias? A vida em si está longe de ser uma existência com possibilidades, individualmente para alguns privilegiados sim mas para a maioria não !












O meu belo Moçambique está doente e já são muitas as mortes. O meu belo país está na banca rota por culpa de politicos corruptos. O meu chão está em guerra. Os politicos se quisessem poderiam acabar com esta desgraça que se vem arrastando há cerca de 3 anos. Conversa de surdos e as posturas dos governantes de faz de conta a dizer que está tudo bem. Ataques nas estradas, violência contra politicos de ambos os lados. A nossa moeda em derrapagem sem retorno pois os cofres estão vazios. A seca e as cheias que nos assolam para ajudar a este verdadeiro pesadelo. Mais de dez mil moçambicanos vivem miseravelmente em campos de refugiados do outro lado da fronteira e por cá é como se nada estivesse a acontecer
Esperamos todos os dias que algo vá acontecer, para o bem ou para  pior do que já está.Estamos cansados deste status quo de incerteza. A nossa vida vai passando sem podermos fazer qualquer plano. Sobra-nos esperar, só e apenas.
Moçambicanos como que anestesiados vamos vivendo um dia de cada vez e bebendo uns copos, rindo e celebrando a vida, como se a nossa vida fosse normal.