sexta-feira, 27 de junho de 2014

O suicídio das borboletas - music by Lenny Kravitz




















Um dia levantar-se-ão ventos tépidos e acariciantes e as borboletas rodopiarão pelo salão
Cores de aguarela rodopiarão pelo chão de pólen enquanto vozes em surdina chorarão seus sonhos perdidos em tons dos blues dos despojados...
Os aromas das várias flores levitarão e as borboletas se embriagarão, perdidas de tesão beijarão os espelhos.
Depois arrancarão as asas e sem cor cairão extenuadas, olhando ajoelhadas o reflexo decrépito do corpo nu de lagarta desmembrada.








Pestanas longas ocultam o olho visionário, o olho de água e fogo que vê para além do sol e para além do purgatório.
Por trás destes olhos um crânio de ideais falhadas e sonhos esburacados, por dentro daquele sujeito amores felizes e paixões intensas se levantaram como ténues correntes dum qualquer calmo oceano, e tudo arrastaram  para as areias desertas de uma qualquer ilha perdida.
 Náufrago numa terra de borboletas exóticas, viverá como adestrador de casulos, orquestrador e circense, inventará a valsa dos insectos suicidas.







Enquanto a incúria, o boçalismo, a arrogância, a cobiça e tantos outros podres permanecerem, o destino de nós todos será o de permanecermos escravos, apáticos, conformados, medíocres, pobres ou então teremos de acordar e lutar pela nossa dignidade.

 Temos de ter tomates, deixar o conforto da cobardia  e dizer BASTA !!!