segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Jazz na saída ...














Jazz, a música  onde toda a beleza está nas variações, no improviso, na criatividade...
Estas fotos roubadas são algumas das melhores imagens do ano que está no fim....

Tolerância sempre e em todas as circunstâncias; não julgar nem cobrar, viver e deixar viver....
Give peace and love a chance !!!!

 
































































































quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Desconstruindo teias...

























Por falta de lógica ou por falta de sentido adoro desconstruir....
Desconstruir na necessidade de desmontar a lógica das coisas que a toda a hora nos provam não ter lógica nenhuma.
Reacção instintiva , talvez a única forma de sobreviver ás consequências devastadoras que é viver para testemunhar a perenidade de tudo, a falibilidade de tudo... 
Desconstruindo  isso tudo vou construindo uma não lógica em que as possibilidades são sempre a razão base...









Uma teia nos envolve sub-repticiamente e quando damos conta passamos o tempo a olhar criticamente para tudo, como se houvesse alguma verdade ou certeza para nos basearmos... 

Não existe nada disso e só a alma querendo ser livre poderá surfar os dias, poderá se inspirar criando a sua linguagem do equilíbrio e assim passar por entre os pingos surreais do quotidiano ...














"

Aquela flor amarela sorri para as pedras quentes que permanecem mudas sem transpirar... 
O sorriso serpenteia pela paisagem agreste enquanto o pianista afina as cordas vocais.
Lá para os lados do cais, a noite cai primeiro e de bruços, estende-se ao comprido pela avenida....
O cartaz anunciando mais um Congresso revolve-se desesperado, tenta em vão soltar as cordas que o crucificam por cima da rua, de poste a poste.
Dois flamingos elegantes de chapéu cor de rosa bebem ice tea pelo bico na esplanada e o autocarro passa cheio a abarrotar; o mugido do gado é surdo e não dá para entender se vão felizes ou a reclamar...
A  flor amarela não murchou e o brilho dos dentes permanece, resplandecente...
Enquanto isto o cão do 2º andar sai contrariado 
a passo pelas traseiras levando o dono pela trela, não esboça qualquer emoção, depois do jantar só lhe apetecia  dormir...
Quase a chegar à estação vejo uma senhora de boxers evoluindo sua dança e socando como Clay... 
Chega de surrealismo !
Passa-me a ferro, desamarrota-me ! - grita desesperado o sorriso posto, amarelo...
A flor fartou-se de sorrir e as pedras arrefeceram os ânimos.
(continua?)

                                                                                                                                        "
















segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Celebrando a vida...



























A vida , viver,  é pura magia, uma dádiva plena de infinitas possibilidades e impossibilidades...
A festa pagã, a alegria e entrega completa , nada pára a devoção  de todos em prol de mais uma celebração da vida...


















É mágico, como uma nuvem cintilante que nos tenha coberto entramos todos na azáfama dos planos e preparativos e correrias, todo mundo, todas as bolsas se espremem  na contribuição, para a banga final, melhor, para as bangas finais...
As oferendas que se fazem, a troca de  sentires  em forma de agrados nos transforma a todos em deuses adorados...





















Lindo de ver, é um puro intervalo divino na rotina que nos mecaniza, é como se o mundo estivesse acabando, não interessa como vai ser no fim, depois, nada, o que se quer é que estes dias sejam intensos, inesquecíveis  !!!











Celebremos o melhor possível este tempo muito curto mas de verdadeira comunhão... 

Somos pagãos, desde sempre que o somos...
sendo assim, comamos e bebamos até mais não, de pois dancemos até o dia raiar...
















domingo, 16 de dezembro de 2012

Música para o fim do mundo...















Tudo está a acontecer muito rápido, parece que o mundo entrou numa espiral de extremos e nós atónitos não conseguimos ficar focados...

O mundo é dispersão e nonsense, este turbilhão de energia tem de descarregar algures , seja de que forma for...

Fala-se da grande mudança, ela está a acontecer , sente-se...

O resto é arte e música...


















E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 
Apocalipse 6:12-14















































A teoria budista mais próxima desta questão "Fim do Mundo" é chamada de Era Mappou. Map(matsu) significa final ou término e po(hou) Dharma, ou seja o budismo não se atem ao fim do mundo como matéria, mais sim, em relação ao mundo e seus seres como distantes da Lei Universal (Dharma, conteúdo da iluminação), à uma era caracterizada pelo crepúsculo do Dharma, onde os ensinamentos, sua prática e efeitos se ocultariam devido à ignorância dos seres quanto a Lei Universal.






























































quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sweet reggae e o Amor



























Falar de amor não é fácil, bem mais fácil é gritar a mágoa e o desencanto
Dizer do amor é como tentar desenhar no escuro, é como tentar descrever o sol a brilhar
O amor não é transportável para as palavras,  as emoções ficam diminuídas , elas servem só aos amantes.









Amar é transcender tudo e a paixão é dor e êxtase, é o sentir mais profundo da pulsão humana.
Morre-se de amor e ressuscita-se na paixão; nada mais tem significado se o amor se quebra nem que só por um instante...











O mundo e seus problemas, como a chuva caindo no mar desaparecem quando o amor reina.
Amai, apaixonai-vos, pois é essa a única razão  desta nossa existência 
















Eu simplesmente amo-te!
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde.
Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: 
eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.
Pablo Neruda 















sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Heliodoro Baptista sempre...















Heliodoro Baptista é um dos maiores poetas moçambicanos e mesmo que o queiram enterrar ele permanecerá vivo.
Vivemos tempos conturbados no nosso amado país e lembrar a sua história faz todo o sentido; é como se fosse uma forma de invocar o seu espírito a assistir ao que ele sempre negou querer para nós.
A sua história está contada 
por Adelino Timóteo no blog do Custódio Duma  e para quem quiser ler coloquei o link no fim deste post . Usei alguns extractos e desde já  peço desculpa aos dois por ter usado o vosso material sem pedir licença.
 Heliodoro, nunca serás esquecido, nunca !! 










Ele a si se nomeava: Poeta de três prisões, exílio e desempregos. 
“O melhor que alguns nomes do poder me deram foi: três prisões, três desempregos - um deles durante mais de cinco anos -, fome e morte lenta”, são dele estas palavras.







Onde e quando, li ou ouvi, que quem sabe se conter

terá sempre, embalado no tumulto, força para se proteger?
Dizem, populismo frouxo: a liberdade experimenta-se;
mas, por cá, pela cruel indiferença, berramos:
Foda-se!
















Como as prisões e exílio atestam, ele não foi um poeta amado. A pátria não o amou, apesar dele tanto tê-la amado. Heliodoro foi por assim dizer um poeta que não tendo saído para o exílio, passou-o aqui dentro do país 34 anos.







Estou doente como um cão
num barco içado pela babugem
no ritmo Índico puro da monção;
O homem que eu disse ser,
inescrupuloso, de rara penugem,
é o capitão deste barco a arder
no seu cachimbo em forma de coração;
Longe, a ilha de seu destino, é vaga ideia
em qualquer privado jardim da consolação:
céu, mar, gaivotas de fogo, o pé-de-meia
de quando eu ainda pensava ter razão.
Este homem recorta-se no vosso céu de aço;
Ventos temporais, estrelas caídas de fronte,
O cachimbo sem tabaco, o declinado horizonte
E o coqueiro híbrido na mão insurrecta, largo o espaço.










E o País que insistiam que fossem dele e que ele recusou é este país avaro em cultura, rico em corrupção. 
Heliodoro vivia desta recusa que alguns aceitam pacificamente. 
E nessa situação se foi isolando. 
E houve também casos que o foram isolando deliberadamente.
Viveu rodeado de livros.





Escrevemos na pele: 

a morte não existe 
porque já dormimos sobre ela; 

se se passa alguma coisa? não, meu amor;
ou seja, passa-se absolutamente tudo!
e o tudo é o pão
que nunca houve neste nada;
(mas o nada será o princípio de tudo,
estas já longas servidões humanas);

esquino, te reescrevo, Thandi; e se tenho palavras
é porque imito o canto
de uma ave fecundada adulta;

(claro que o lirismo não se prende ou rotula:
aceita-se tarde ou se nega e muito cedo);

mas o poeta tem boca:
as metáforas o seu ardil,
para que outros leiam
o que ele nunca disse.










http://athiopia.blogspot.com/2009/05/heliodoro-baptista-o-incapturavel.html





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Os inquietos e a floresta profunda













Basta ler alguns blogues amigos e o que salta à vista é a inquietação que a nós todos toma de assalto tantas  vezes. 
Somos uma espécie inquieta e por essa razão inventamos tantas terapias, tantas filosofias, tantas religiões.

A inquietação vence sempre, ela permanece e mesmo que achemos uma fórmula para aquietarmos nosso ser  o exterior que é uma máquina compressora nos invade e lá  vai toda a acalmia por água abaixo.








Os budistas se refugiam nos seus eremitérios e dessa forma conseguem permanecer muito tempo sem que a alma se alvorace...
Eles são pessoas que se desligam do mundo material e do mundo das pessoas comuns.

Nós os comuns mortais não temos como e esse nosso kharma é uma marca registada, sofrimento sempre...








A droga, o álcool, a fuga, o desistir, os fanatismos etc,  são as falsas saídas mais usadas contra essa nossa  condição tão penosa.

Por muito que nós queiramos nos auto-educar no sentido de viver em paz  é quase impossível , o nosso modus vivendi , o modelo de vida vigente à escala global nada tem que nos possa encaminhar para uma existência de paz, ele é predador, cruel, sem piedade; é a lei do mais forte , a do mais astuto.










Vejo nos comentários dos blogues o pessoal dando sua opinião sempre no sentido de ajudar o inquieto e me apetece dizer:
" Pimenta na boca do outro é açúcar na nossa "
Nós seres humanos somos tão esquisitos, puxa !!
Alguém sabe duma boleia para Marte ou Urano? 
Eu vou, tipo final do filme Encontros Imediatos de 3º grau...

...não se esqueçam também que 21 de Dezembro é o fim do mundo ou fim dum ciclo ou fim de qualquer coisa ou mesmo sei lá, o fim da picada !!