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Saber viver - music by Dead Can Dance

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Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome…   Autoestima Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…   Autenticidade Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de…   Amadurecimento Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é…   Respeito Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, taref...

Fatoumata Diawara e a minha terra a sangrar...

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campo de refugiados moçambicanos  no Malawi Que dizer quando vejo os homens a atingirem o apogeu da sua bestialidade? Poderia  falar do mundo, dos conflitos, dos politicos, da falsidade que aliada à crueldade se converteram nos instrumentos para a nossa degeneração, a assunção total do vale tudo desde que seja segundo a minha total falta de princípios.  Extermínios diários de seres humanos, abates traiçoeiros dos seres mais inocentes, o êxodo de milhares, o vento do Apocalipse sopra como nunca, é o tempo do desrespeito total pela vida. A essência do homem é sem dúvida de predador rapasse e está neste momento no seu expoente máximo. Nós os homens somos maus e por muito que lutemos para ser melhores, por muito que interiorizemos os ensinamentos mais ricos sobre o bem e tudo façamos para termos um mundo melhor, acabamos vendo que só temos feito o contrário. Como num espelho mágico que ...

Back to element...

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                                                                  by hiram67                     E ssa vaca dessa angústia que eu permito, que eu repetidamente alimento. Essa angústia a que chamam de borboleta no estômago, ela volta sempre Essa angústia se esfuma como se nunca tivesse existido mas ela fica lá na moita,  espera Essa angústia é funda, ela é o sentimento que se transforma em dor física, é o efeito colateral da alma de rastos  Essa angústia é o caos que se personifica no coração que fica gelado e deixa de bater, o coração que não ficará à espera do degelo Essa angústia também é adubo para o espírito, adubo sim para renascer na metamorfose da flor do cacto   Essa angústia quando volta, ela é uma nova trave...

Be happy !

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                                                                                                   Over the town Marc Chagal Um pássaro livre jamais viverá numa gaiola, morrerá ! Sejamos pássaros livres e voemos a nossa rota Voemos vivendo cada momento, intensamente Um pássaro livre não sonha, ele vive o sonho Ser livre é poder ser e poder ser-se é a liberdade suprema Ser um pássaro que ama e chora, que se escangalha  a rir e celebra a vida Voar é o espírito feliz, é aquele que sorri sempre do coração Voar também é amargar e chorar quando a amargura  nos vence Aquele que abre as asas e voa, arrisca-se a cair e arrisca-se também a voar e voar e voar ! Ser livre é estar para além de qualquer amarra, é n...

O fim e o início se repetindo...

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O ano está a acabar, mais um nestes já longos 58 da minha existência... Olhando para traz tenho a sensação que os últimos anos demoram cada vez menos a passar e este foi super rápido. Porquê ?  Pergunto eu para os meus cabelos quase todos brancos e a resposta não me ocorre, fica a pairar num sem fim de possibilidades. Será que a carga que carregamos e que ano após ano se vem acumulando nos faz caminhar devagar e ao mesmo tempo dispara a mente em solilóquios e introspecção sobre o tudo que já se viveu de tal modo que não damos conta do tempo a passar? Ou será que por termos a consciência do tempo curto que nos resta, este acelera dentro de nossos corações só para nos fazer perceber que essa realidade é inquestionável: a perenidade da vida! Bom, no fundo o que me fica é uma vontade imensa de viver intensamente, hoje, agora, já! 2016 será o ano das vésperas dos meus 60 anos e como se me preparasse para atingir a maioridade e como tal a liberdade, espero neste ano celebrar todos os d...

A guerra prometida ...

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" O maravilhoso da guerra é que cada chefe de assassinos faz abençoar suas bandeiras e invoca solenemente a Deus antes de lançar-se a exterminar a seu próximo." Voltaire A guerra, que aflige com os seus esquadrões o Mundo,  É o tipo perfeito do erro da filosofia.  A guerra, como tudo humano, quer alterar.  Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito  E alterar depressa.  Mas a guerra inflige a morte.  E a morte é o desprezo do Universo por nós.  Tendo por consequência a morte, a guerra prova que é falsa.  Sendo falsa, prova que é falso todo o querer-alterar.  Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs.  Tudo é orgulho e inconsciência.  Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto.  Pára o coração e o comandante dos esquadrões  Regressa aos bocados ao universo exterior.  A química directa da N...

A corda vai rebentar...

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Impressiona-me mais do que qualquer razão que nos esteja a levar para a guerra, a falta de urgência! Não se vê, (e já lá vão dois anos que a situação politica começou a feder), nenhuma urgência para resolver este assunto que está a destruir as vidas de milhões de moçambicanos. Tem sido um ruminar de estratégias, passam-se semanas, meses, anos, e a vida tem continuado como se não estivesse a acontecer nada! O tempo passando e o tecido social a ficar puído, a esgaçar, a rasgar-se. Vamos soçobrando feitos um farrapo! Sim, somos um farrapo que desistiu de ser gente, abdicamos da nossa dignidade e nos acobardamos, como galinhas vamos continuando a esgravatar nas migalhas que vão ficando pelo chão, relegamos a nossa existência nas mãos de quem vive num mundo surreal, num mundo falso, deixamos que oligarquias ricas nos embalem com relatos de agendas cheias de compromissos, de discursos de estratégias, de promessas de guerra e de promessas de entendimento, de verdades feitas de m...

Um pedaço do conto Licaho

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                       Estou a reescrever este conto fantástico e resolvi partilhar este excerto para vossa apreciação... O mato selvagem cercava-os. O som dos animais selvagens fazia-se sentir a espaços, sendo o próximo som mais assustador do que o anterior. O cenário era esclarecedor quanto ao perigo da zona que atravessavam. Lúcio com um cajado numa mão e a catana a tiracolo seguia à frente. Timbissa com os peixes numa mão e uma lança que o velho lhe emprestara na outra, seguia-o monologando entre-dentes. A lua cheia produzia uma luminosidade de tons azulados, transformava a savana numa paisagem surreal. Olhos brilhantes espreitavam em cada encruzilhada do caminho. O suor alagava-lhes as axilas e os pés calejados abriam rachas,  feridos pelas pedras cortantes que iam pisando pelo trilho.  Faltava pouco.  Pousado num tronco do embondeiro e piando sinistramente, estava um mocho colossal. Ao vê-...

O pão que Deus amassou...

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Estar presente em si e colar conchas, pintar de cores fortes a madeira virgem O pedaço de casca de árvore, transforma-se em arte e renasce... Dos obscuros recônditos do que doía, pelo agir vai se iluminando o ser, surgem cores em círculos, laranja e amarelos do sol, como velas de cera bruxuleando no escuro O trilho de regresso é cheio de trinados de pássaros tranquilos e o aperto, o aperto do peito vai e vem, este ir não tem como não ir e vou... Soberano e lúcido é como se deve ser,  como a flor amarela do cacto,  das assustadoras agulhas do carnudo verde, desse corpo nasce a flor,  soberana, irradiando beleza Assim o sol rompe a noite fria e o trilho surge ali, a dizer, vem! As agulhas no verde fui eu, por dentro conheci caminhos estranhos que me confundiram tudo O tempo de fermentação depende da dor, ela deve ser profunda e longa para se chegar  As portas da percepção não se abrem só pela prática da meditação ou por outras...

Uma metamorfose dos sentidos...

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                                 Quando de repente  o céu escureceu pensei por momentos que fosse um temporal a chegar sem avisar, e era, era a maior tempestade dos meus sentidos! Os vidros de meu edifício vibraram de tal forma que meus ouvidos ensurdeceram com o clamor de minha alma, gritando feito um berro, sobrepondo-se o lamento ao som dos vidros enlouquecidos ... Partiu-se o espelho onde toda a vida me mirei, infeliz dono de tantas certezas, onde a minha imagem reflectida, a do meu ser agachado com o peso das expectativas  que se alhearam de tudo, cagaram para mim e empurram-me para baixo; a imagem  repetia-se e repetia-se em cada pedacinho de espelho, fazendo-me no meu ajoelhar multiplicado, entender a frio que o jogo acabou, a tempestade não veio por acaso, veio para se transformar em verdade de uma vez por todas. Naquele momento a temperatura subiu...