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A mostrar mensagens com a etiqueta Thievery Corporation

O pão que Deus amassou...

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Estar presente em si e colar conchas, pintar de cores fortes a madeira virgem O pedaço de casca de árvore, transforma-se em arte e renasce... Dos obscuros recônditos do que doía, pelo agir vai se iluminando o ser, surgem cores em círculos, laranja e amarelos do sol, como velas de cera bruxuleando no escuro O trilho de regresso é cheio de trinados de pássaros tranquilos e o aperto, o aperto do peito vai e vem, este ir não tem como não ir e vou... Soberano e lúcido é como se deve ser,  como a flor amarela do cacto,  das assustadoras agulhas do carnudo verde, desse corpo nasce a flor,  soberana, irradiando beleza Assim o sol rompe a noite fria e o trilho surge ali, a dizer, vem! As agulhas no verde fui eu, por dentro conheci caminhos estranhos que me confundiram tudo O tempo de fermentação depende da dor, ela deve ser profunda e longa para se chegar  As portas da percepção não se abrem só pela prática da meditação ou por outras...

O Buddha na lucidez de Pessoa

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Ninguém a outro ama, senão que ama O que de si há nele, ou é suposto. Nada te pese que não te amem. Sentem-te Quem és, e és estrangeiro. Cura de ser quem és, amam-te ou nunca. Firme contigo, sofrerás avaro De penas. Não só quem nos odeia ou nos inveja Nos limita e oprime; quem nos ama Não menos nos limita. Que os deuses me concedam que, despido De afetos, tenha a fria liberdade Dos píncaros sem nada. Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada É livre; quem não tem, e não deseja, Homem, é igual aos deuses. Não queiras, Lídia, edificar no spaço Que figuras futuro, ou prometer-te Amanhã.  Cumpre-te hoje, não 'sperando. Tu mesma és tua vida. Não te destines, que não és futura. Quem sabe se, entre a taça que esvazias, E ela de novo enchida, não te a sorte Interpõe o abismo? Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-o, duas vezes, Por vosso e meu, perdido. Antes mo promet...

O Buddha em tons de azul...

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Venerado, Amado, Único, também meu Buddha !!! Os caminhos se entrelaçam , desaparecem no nevoeiro que surge, simplesmente deixo de ver caminho algum... A paz permanece plena me preenchendo o ser , como se assistisse ao meu próprio drama, tomo coca-cola e como pipocas na plateia vendo tudo acontecer sem imaginar o final . Meu Buddha, não é entender que eu busco, não é sequer resolver meus problemas, apenas sorrir ... Por dentro fazer sorrir os afectos e o bem querer, por fora sorrir dos cabelos aos pés !! Buddha , mestre do apaziguamento e do desapego, explica-me como consigo estar em paz, sem receio algum quando tudo o que me rodeia ferve em azeite, se cozinhando, se torrando sem dó nem piedade? O mar beatífico em cores suaves e o silêncio sem vento deixam a água feito um tapete mágico em tons de azul.. Pergunto ao Mestre, como beber essa aura, essa vibração irradiante do cenário gigantesco em tons de azu...

no chuveiro com candeeiros...

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Hoje resolvi mandar os problemas para os buracos da rua para que os carros os amassem e os desfaçam sem contemplações...  estou radiante !! Quero que tudo se resolva por si, que eu não me angustie ficando a espera do sinal verde, não quero mais !!! Afinal de que serve isso se você não pode controlar ou mesmo influenciar o resultado final? Então ficamos assim, vou gastar montes de litros do liquido precioso e vou-me chuveirar até a alma se sentir completamente fresca, depois vou sair da toca e trabalhar meus candeeiros bem na sombra da mangueira e ouvir música aos gritos, mas dentro do civismo claro... Sinto-me um privilegiado por poder fazer o que disse e milionário por poder dispor do meu tempo mesmo sabendo que tenho todo o tempo para mim por estar sem trabalhar, sou um riquíssimo teso viu ? O vil metal está chegando ao fim e começo a imaginar como será a vida debaixo da ponte mas estou feliz e positivo e mais, estou vivo, belo, alimentado e apaix...

aprendendo sempre...

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                                                                                   Irises, 1889  Vincent van Gogh                                                                                                                                                                       Aquela dita cuja, amiga do alheio, que por vocação rouba às almas o néctar ...

Fazer o quê?

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Trash !     Lixo ! O lixo na cidade Pocilga lá para os lados do Pólo Sul brota com as características duma verdadeira pocilga... Convive-se com ele simpaticamente, cruzamo-nos pelos passeios e sem emoção olhamo-nos indiferentes, sem mágoa... O lixo é a prova material que nós somos uns animais produtores de detritos, uma verdadeira industria de transformação, só nos falta o instinto de nos esponjarmos nele como os suínos o fazem tão prazeirosamente... Convencidos de que somos uma espécie superior, inventamos os perfumes, os desodorizantes, o incenso etc, que não passam de falsidades. Farsantes deixamos de ser verdadeiramente os bichos que somos... Este desfasamento é reflectido na nossa animalidade mais pujante, como por exemplo  quando se come em faustos banquetes enquanto outros animais menos capazes se banqueteiam em    latas de lixo... Como é que nós conseguimos ser tão multiface...

saturday night fly... - music, just music

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Grande banda , grande som os percursores de muito daquilo que se faz na dance music,beat !!! Heavy fellings tonight !!! outro grande génio, extraterrestre ,tssss tssss tssss tss a noite já vai alta em Maputo, as teclas olham para mim meio adormecidas, mas eu nao desisto e vou com a minha ganza atrás das emoções, flying.... this is my beat...freaky felling, just like that !! a vida é tão nice e nós acabamos nos enredando em shitttttt..... ...ahmmmm, bom vou baixar o beat e relaxar para dormir...de manhã vou fazer a minha borboleta de ladrilhos no Massala Bar, byeeee Ah... não pensem que eu não estou aqui...estou sim e de verdade, estou como a montanha, sólido e seguro...em relação ao  que não quero claro !!! o resto, os Orixás, os Xicuembos, Buddha, o Inominável, o Perfeito Indescritível , whatever you can call Him ,me levará...

Thievery Corporation - Culture of Fear

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  Os Thievery são uma sonoridade única e este último álbum é talvez o melhor, mais maduro e muito bem conseguido . Música sensual,cool, boa onda !!! Maravilha para os sentidos ... Thievery Corporation was formed in the summer of 1995 at Washington D.C.'s Eighteenth Street Lounge. Rob Garza and Lounge co-owner Eric Hilton were drawn together over their mutual love of club life, as well as dub , bossa nova and jazz records. They decided to see what would come of mixing all these in a recording studio, and from this, the duo started their Eighteenth Street Lounge Music record label. The duo drew attention with their first two 12" offerings, "Shaolin Satellite" and "2001: a Spliff Odyssey" and with their 1997 debut LP, Sounds from the Thievery Hi-Fi . In 2002 they released The Richest Man in Babylon on their ESL label. This fifteen track album is similar in sound and timbre to their earlier 2000 release, The Mirror Conspiracy , and featur...