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A mostrar mensagens de janeiro, 2013

O triunfo das águas - music by Kendrick Lamar

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                                   Já choveu muito no passado recente e o povo paupérrimo  morreu e empobreceu demais... Choveu de novo e continua a chover e o mesmo povo empobrece e morre de novo aos litros... Obras  duvidosas  foram feitas para que não se repetisse a tragédia e as cheias tudo levaram de novo... Nascem crianças nas árvores e nos tectos das casas, dormem multidões nas bermas das estradas... elas bebem a água assassina das cheias e comem os cadáveres do gado afogado, a vida se transforma em morte e a morte no inferno na terra... As estradas cortadas, milhares sem tecto, os mortos ainda à deriva pelos campos alagados onde se misturam os cadáveres de animais e os de seres humanos... Fome, abandono, doença e tristeza dominam o estado de milhares de moçambicanos órfãos de um País que os não proteg...

O uivo dos lobos solitários...

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Páginas que se viram atrás de páginas, num incessante e continuo desfolhar de emoções, Emoções e mais emoções, sem que o coração tenha descanso, Ora exultando de felicidade e alegria de viver, ora amarrado no sufoco descrente e amargo do desespero... O tempo que passa é analfabeto e nada escreve, passa enquanto as emoções tomam conta de nós, Enquanto a insatisfação se passeia por cima de toda a sabedoria guru, por cima de todas as teorias  !   Essa puta de angústia, cabra, ela é danada, nós pela simples condição de termos de viver somos sua presa fácil... Qual prozac, qual yoga, qual ganja, qual quê.... Temos de levar com ela e ficar de rastos, a dor só termina depois de ter doído tudo...  Sacode a má vibração, pensa positivo, caga para o resto !!! Como se fosse assim tão fácil ... " Quero chorar, não tenho lágrimas, que me rolem nas faces...." - cantava o Nat King Cole e eu...

A bátega que se enfeitou...

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A folha branca  imaculadamente  pasmada, da mente nada brota; está paralisada, estupidificada... Nada de interessante lhe aflora as meninges e suando a humidade maputense a cento e tal % fixa o escuro vazio. Não se trata de angústia, tristeza ou seja lá o que for, simplesmente nada acontece... Prismas opostos em jogos de equilíbrio improvável, tal qual o retrato dos instantes que se vão sucedendo aleatoriamente  sem plano que sobreviva... Podia gritar de alegria ou simplesmente dormir horas sem destino, tanto faz, whatever... Choveu todo dia e durante horas diluviou, o mar escuro se misturou com os passos, o caos interior também se alagou... Palavras e espíritos em cascas, árvores carregando o peso da água e se curvando, derrotadas no seu mutismo. A suavidade de setim da água engrossada e violenta, xaroposa e lamacenta que domina o espaço total... Os pensamentos aos solavancos pela estrada esbu...

sorrindo ...

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