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Gaia cansou-se

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Gaia cansada de ser violada desde sempre pela sua criação mais imperfeita, o homem, dorida e paciente lambe as velhas chagas e as feridas frescas, abertas e ensanguentadas  Gaia que surgiu do Caos e sonhou a sua obra perfeita,  constata agora que afinal errou, que criou a sua morte e o tempo de espera para que ela se redimisse  e alterasse o rumo da sua destruição, esgotou-se  Século após século o homem decepou os seus braços,  arrancou de dentro dela os seus órgãos, os seus ossos, ávido vampiro sugou a sua seiva, envenenou o ar  e cruel, plastificou as espécies do seu elemento líquido Bêbado de luxuria e para alimentar a sua vaidade,  fez mil buracos no seu corpo, na busca de óleo e pedras, depois intoxicou o ar e queimou os seus pulmões  que sufocados, derreteram os glaciares do seu equilíbrio,  Gaia ficou moribunda, muito debilitada, mas lúcida...

O Buddha falou assim...

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A essência do Budismo está no caminho que nos leva á libertação do sofrimento.. Tarefa utópica mas ao mesmo tempo verdadeira e longa, quase direi humanamente impossível  ... O sofrimento é o veneno que nos corrói e retira todo o significado á nossa existência Este sofrimento na forma sentida pelo Buddha é mais próximo do sentimento de insatisfação, a nossa insatisfação, estamos felizes agora e daqui a pouco já não estamos... Vivemos sempre nos extremos e a única forma de vida sem sofrer é a do meio, o equilíbrio é o caminho para se sair do ciclo do sofrimento.  O Buddha diz que este sofrimento que todos sentimos tem uma causa, e essa causa está dentro de cada um de nós. Ele depois explica que a causa é o desejo, a forma como nós lidamos com os nossos desejos mais íntimos, os verdadeiros. O desejo tem de existir, o desejo de sermos melhores pessoas, o desejo saudável, o desejo nas suas vertentes extremas não, esse desejo causa o sofrimento.  O Bud...

Angústia - música da alma

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Somos como yo-yo's, agora bem para cima e daqui a pouco lá no fundo... Os mantras com que treinamos nosso espírito, a tranquilidade conseguida, a consciência do que se não quer, a vontade ferina de buscar momentos felizes  nada valem, quando ela chega e se instala, o peso do chumbo caí sobre o infeliz ... Mais uma viajem nos túneis escuros do não acreditar mais, as silhuetas dos que desistiram tremeluzem em paredes transparentes te desafiando , a vontade de cagar para tudo bate com o cajado na minha porta, e hesito,  devo abrir ou devo-me esconder ?? Cozinho em lume brando essa interrogação em prantos: Porquê que tem sempre de voltar sem ser chamada ??? Whatever, esteve o dia todo a chover com força e acho que paira pelo éter uma carga estática muito negativa, tomara que amanhã o dia nasça solarengo... Súbita, uma angústia... Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma! Que amigos que tenho tido! Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido...