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Blues, play the blues!

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                                                                 The Cotton Pickers , 1864 by  Winslow Homer Os blues são o plasma, o sentimento da seiva, são o sopro dos buzios ao vento nas rochas, na maré baixa São dedilhados harpejos, soam a sumarentos pomos do canho maduro,  embriagam,  amolecem na cadencia do lamento a paisagem, prenhe de justiça,  despovoada de gente feliz,  sim, de gente  sedenta de amor  Prenhe de almas que fecundam,  o canto sofrido nos algodoais por colher ao por do sol  ensanguentado de oiro,  cobertos de farrapos, os olhares esbugalhados,  o pé bate e mantém o compasso na poeira do chão massacrado pelo labor forçado, o compasso é gemido até à raiz dos calos das mãos que pedem perdão, pelos peca...

Dizer nada... music by Gary Clark Jr.

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Quando a inquietude te assola sabes bem que ela não te assola merda nenhuma. A inquietude é simplesmente um estado da alma que é provocado por nós próprios, pelas escolhas que temos sempre de fazer.  Viver é uma sucessão de escolhas que vamos fazendo e no meio delas surgem inquietações que são absolutamente inerentes ao estado que antecede, durante e depois da escolha. As escolhas que fazemos nunca são feitas cientificamente mas sim humanamente e logo baseadas na trilogia razão, coração e intuição. O que queremos é o oposto da inquietação e é esse anseio de tranquilidade, paz e equilíbrio que está dependente das escolhas que façamos, dos dados que lançamos. A inquietação para muitos é o sal que tempera a vida mas para outros é dor e incerteza constante. Como fazer então? Não existem manuais, apenas a vida vivida para sabermos se as escolhas foram as acertadas ou não. O resto é só a história que cada um escreve, que vai escreve...

Meu País a fervilhar - Gary Clark Jr

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                               African Guernica - Dumile Feni, 1967 Lá para o centro cozinham-se frustrações e ódios e os homens vivem na mata à espera da guerra, nós aguardamos a chegada dum qualquer messias, aguardamos o bom senso, esperamos pelo despertar da razão daqueles que desmandam   A cidade está vazia fantasmagórica, vivemos hoje um dia a fingir, vagamos cegos, fomos cobaias dentro dum barril de pólvora esperavam-se convulsões, que o povo se revoltasse, sabiam que era possível eles sabiam e povoaram a cidade com bestas, premeditadamente o fizeram, intimidando Os pneus discreta e timidamente iam ardendo e o sururu foi inóquo, ficou adiado, os celulares emudeceram devido a um vírus chamado mordaça e a expectativa esmoreceu   Os parcos níqueis com ...