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O Buddha na lucidez de Pessoa

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Ninguém a outro ama, senão que ama O que de si há nele, ou é suposto. Nada te pese que não te amem. Sentem-te Quem és, e és estrangeiro. Cura de ser quem és, amam-te ou nunca. Firme contigo, sofrerás avaro De penas. Não só quem nos odeia ou nos inveja Nos limita e oprime; quem nos ama Não menos nos limita. Que os deuses me concedam que, despido De afetos, tenha a fria liberdade Dos píncaros sem nada. Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada É livre; quem não tem, e não deseja, Homem, é igual aos deuses. Não queiras, Lídia, edificar no spaço Que figuras futuro, ou prometer-te Amanhã.  Cumpre-te hoje, não 'sperando. Tu mesma és tua vida. Não te destines, que não és futura. Quem sabe se, entre a taça que esvazias, E ela de novo enchida, não te a sorte Interpõe o abismo? Não quero as oferendas Com que fingis, sinceros Dar-me os dons que me dais. Dais-me o que perderei, Chorando-o, duas vezes, Por vosso e meu, perdido. Antes mo promet...

essa nossa condição...

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                                                                                                                          Para o meu brother John, que se reintegrou de novo no Inominável ...  Ah nossa perene condição humana... Somos pó das estrelas amassados numa argila baça, onde se não vislumbra o cintilar estrelar... Sim, o sorriso inocente duma criança, sim , ele exprime a novidade, a descoberta, mas vamos evoluindo pela existência e a condição terráquea se começará a revelar... Ela não pára de se afirmar mais e mais cruel, mais e mais rapace, mais e mais selecção animalesca das espécies! ...e o espírito? ele que sen...