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Borges de novo ao Domingo...

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Jorge Luís Borges escreve dum modo que me tira todo ensejo de tentar rabiscar minhas divagações, fico seco... Hoje reli pela milésima vez,  poemas e trechos de um dos quatro volumes da sua antologia,  que são meus livros de cabeceira e me pasmo sempre com tanta sensibilidade, criatividade, erudição. Todos atributos de grandeza se aplicam à obra deste génio do pensamento e das letras    Num deserto lugar do Irão há uma não muito alta torre de pedra, sem portas nem janelas. No único compartimento (cujo chão é de terra e tem a forma de um círculo) há uma mesa de madeira e um banco. Nessa cela circular, um homem parecido comigo escreve em caracteres que não compreendo um longo poema sobre um homem que noutra cela circular escreve um poema sobre um homem que noutra cela circular... O processo não tem fim e ninguém poderá ler o que os prisioneiros escrevem. Só uma coisa não há: e esta é o olvido. Deus, que salva o metal, ...

Amy Whinehouse, um ano passou...

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                                                                    (...) A morte (ou a sua alusão) torna os homens delicados e patéticos. Estes comovem-se pela sua condição de fantasmas. Cada acto que executam pode ser o último. Não há um rosto que não esteja por se desfigurar como o rosto de um sonho. Tudo, entre os mortais, tem o valor do irrecuperável e do perdido. Entre os Imortais, pelo contrário, cada acto (e cada pensamento) é o eco de outros que no passado o antecederam, sem princípio visível, ou o claro presságio de outros que, no futuro, o repetirão até à vertigem. Não há coisa que não esteja perdida entre infatigáveis espelhos.  Nada pode ocorrer uma só vez, nada é primorosamente gratuito.  O elegíaco, o grave, o cerimonial, não contam para os Imortais. Homero e eu separamo-nos nas portas...

Jorge Luiz Borges - music by Fun Lovin' Criminals

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Soa um pouco  kitsh dizer que este ou aquele escritor é o preferido... eu  sou fã incondicional, devoto de Borges, a obra a sua vida, o misticismo natural a sua volta ...como foi possível nunca lhe terem dado um Nobel? não é realmente importante qualquer prémio, mas atendendo que se atribui esse galardão, onde estavam os neurónios e o espírito dos académicos, dos que  escolhem e decidem ? A magia dos labirintos, dos tigres, dos espelhos,  a sua cultura e erudição, inigualável !!! AS COISAS A bengala, as moedas, o chaveiro, A dócil fechadura, as tardias Notas que não lerão os poucos dias Que me restam, os naipes e o tabuleiro. Um livro e em suas páginas a seca Violeta, monumento de uma tarde Sem dúvida inesquecível e já esquecida, O rubro espelho ocidental em que arde Uma ilusória aurora. Quantas coisas, Limas, umbrais, atlas, taças, cravos, Nos servem como tácitos escravos, Cegas e estranhamente sigilosas! Durarão para além de nosso esquecimento; Nunca saberão qu...