O cometa d'oiro
Palavras que sorriem comigo dizem o amor e brilham nelas estrelas cadentes nascem safiras tremeluzem num encanto musical dedilham arabescos filigranas de oiro O amor em palavras mil vezes dito e desdito quando sentido por dentro do poema chora sorrindo levanta as mãos aos céus onde no firmamento cisca numa estrela o momento A palavra amor e o amor se entrelaçaram são um só o abraço também acontece nos corações que batem em uníssono graves na pulsão do sangue nos sentidos Amor num mar sereno de marés vivas mãos dadas telepáticas a palavra calada sem promessas nem juras ficam os olhos da alma no céu o suspiro mais profundo no beijo que cintila e adoça o mel O cometa risca a ardósia da noite em oiro gira flamejante vertiginoso iça o amor e espreita embevecido...