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O pão que Deus amassou...

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Estar presente em si e colar conchas, pintar de cores fortes a madeira virgem O pedaço de casca de árvore, transforma-se em arte e renasce... Dos obscuros recônditos do que doía, pelo agir vai se iluminando o ser, surgem cores em círculos, laranja e amarelos do sol, como velas de cera bruxuleando no escuro O trilho de regresso é cheio de trinados de pássaros tranquilos e o aperto, o aperto do peito vai e vem, este ir não tem como não ir e vou... Soberano e lúcido é como se deve ser,  como a flor amarela do cacto,  das assustadoras agulhas do carnudo verde, desse corpo nasce a flor,  soberana, irradiando beleza Assim o sol rompe a noite fria e o trilho surge ali, a dizer, vem! As agulhas no verde fui eu, por dentro conheci caminhos estranhos que me confundiram tudo O tempo de fermentação depende da dor, ela deve ser profunda e longa para se chegar  As portas da percepção não se abrem só pela prática da meditação ou por outras...

O Buddha falou assim...

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A essência do Budismo está no caminho que nos leva á libertação do sofrimento.. Tarefa utópica mas ao mesmo tempo verdadeira e longa, quase direi humanamente impossível  ... O sofrimento é o veneno que nos corrói e retira todo o significado á nossa existência Este sofrimento na forma sentida pelo Buddha é mais próximo do sentimento de insatisfação, a nossa insatisfação, estamos felizes agora e daqui a pouco já não estamos... Vivemos sempre nos extremos e a única forma de vida sem sofrer é a do meio, o equilíbrio é o caminho para se sair do ciclo do sofrimento.  O Buddha diz que este sofrimento que todos sentimos tem uma causa, e essa causa está dentro de cada um de nós. Ele depois explica que a causa é o desejo, a forma como nós lidamos com os nossos desejos mais íntimos, os verdadeiros. O desejo tem de existir, o desejo de sermos melhores pessoas, o desejo saudável, o desejo nas suas vertentes extremas não, esse desejo causa o sofrimento.  O Bud...

Love me, love me not...

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Love, love, love Noite de um verão qualquer e o amor a roer feito rato esfomeado num naco de queijo, trincando... O amar é uma foda, é a certeza de que te vais espetar numa curva qualquer O alvoroço da paixão, do sexo, nos embriaga, enfeitiça e tudo fica sem nome Amar é fodido, fica colado e só te apercebes o quanto está colado quando chega a hora de descolar Love, I love you, amo-te, tudo brotando como lava, um sentir prazer enfeitiçado, mas acaba e ai... Fodido saber que acabou mas querer mais, os factos dizendo da diferença de planetas donde viemos, as linguagens intraduziveis ...mas mesmo assim  a tesão do corpo e as auras se fundindo para além de todas as diferenças que nos separam.... Como febre, dependente, viciado eu quero mais, mesmo sabendo que não haverá mais, queres incondicionalmente mais ... Amar é uma dor fodida, acho que uma sensação até maior que o êxtase que a alegria e o prazer  que o próprio amar nos trás, ela faz ...

O Buddha em tons de azul...

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Venerado, Amado, Único, também meu Buddha !!! Os caminhos se entrelaçam , desaparecem no nevoeiro que surge, simplesmente deixo de ver caminho algum... A paz permanece plena me preenchendo o ser , como se assistisse ao meu próprio drama, tomo coca-cola e como pipocas na plateia vendo tudo acontecer sem imaginar o final . Meu Buddha, não é entender que eu busco, não é sequer resolver meus problemas, apenas sorrir ... Por dentro fazer sorrir os afectos e o bem querer, por fora sorrir dos cabelos aos pés !! Buddha , mestre do apaziguamento e do desapego, explica-me como consigo estar em paz, sem receio algum quando tudo o que me rodeia ferve em azeite, se cozinhando, se torrando sem dó nem piedade? O mar beatífico em cores suaves e o silêncio sem vento deixam a água feito um tapete mágico em tons de azul.. Pergunto ao Mestre, como beber essa aura, essa vibração irradiante do cenário gigantesco em tons de azu...