O pão que Deus amassou...
Estar presente em si e colar conchas, pintar de cores fortes a madeira virgem O pedaço de casca de árvore, transforma-se em arte e renasce... Dos obscuros recônditos do que doía, pelo agir vai se iluminando o ser, surgem cores em círculos, laranja e amarelos do sol, como velas de cera bruxuleando no escuro O trilho de regresso é cheio de trinados de pássaros tranquilos e o aperto, o aperto do peito vai e vem, este ir não tem como não ir e vou... Soberano e lúcido é como se deve ser, como a flor amarela do cacto, das assustadoras agulhas do carnudo verde, desse corpo nasce a flor, soberana, irradiando beleza Assim o sol rompe a noite fria e o trilho surge ali, a dizer, vem! As agulhas no verde fui eu, por dentro conheci caminhos estranhos que me confundiram tudo O tempo de fermentação depende da dor, ela deve ser profunda e longa para se chegar As portas da percepção não se abrem só pela prática da meditação ou por outras...