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A mostrar mensagens de 2017

Van Morrison the great !

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                                                 Fica cada vez menos habitual que os nossos velhos ídolos nos presenteiem com peças de arte, pois a criatividade nem sempre se mantém ao longo dos anos Conversa de um sexagenário que curte a música com a mesma paixão com que por ela se apaixonou lá no inicio de mim mas, com a leveza e o refinado paladar de quem já ouviu várias décadas de boa música e exige mais,  muito mais dos criadores...                                     Van Morrison no alto dos seus 72 anos é um dos raros criadores que faz música ao mesmo tempo que respira, e não faz música má faz só e apenas boa música... Ouvi pela primeira vez  Van Morrison em 1975 na cidade da Beira o fa...

Uma improvável Menção Honrosa

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Pedro Pereira Lopes (Zambézia, 1987) é o vencedor da 1.ª edição do prémio Literário INCM/ Eugénio Lisboa. O júri constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, por Teresa Manjate e Alexandra Pinho, deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio de prosa literária INCM/Eugénio Lisboa ao texto “gente grave”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e uma menção honrosa a “Bebi do Zambeze”, de António Manna. A atribuição do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa a “gente grave” deve-se, segundo o júri, ao facto de o autor explorar um género pouco trabalhado em Moçambique e de combinar o policial e o fantástico. O júri sublinhou, também, a correção, coerência e coesão linguística da obra da autoria de Pereira Lopes. Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a “Bebi do Zambeze” deve-se à riqueza do imaginário explorado pelo autor.                    "Bebi do Zambeze", são quatro co...

O amor de Sumbi

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                                                                                      jasmim do oriente Essa leveza flui naturalmente quando as almas sorriem. Às flores basta-lhes a cacimba da noite para de dia, exuberantes, perfumarem  em coloridos tons florais, os passos dos que se amam. Emocionados, de mãos dadas acariciam com as pontas dos dedos os corações que se aconchegam . Aureolados de uma plenitude macia e doce, como o prazer terno que se sente ao afagar um pelo macio demais,  os olhos sorvem o amor dos olhos nos olhos que se tocam, telepáticos... Lânguidos movimentos que se querem perpétuos, nesse escorrer do mel pelos lábios que se beijam, dessas almas que se tocam com uma delicadeza titub...

Nine Inch Nails e Shelley

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                                      Ozymandis Eu encontrei um viajante de uma terra antiga Que disse:—Duas gigantescas pernas de pedra sem torso Erguem-se no deserto. Perto delas na areia, Meio afundada, jaz um rosto partido, cuja expressão E lábios franzidos e escárnio de frieza no comando Dizem que seu escultor bem aquelas paixões leu Que ainda sobrevivem, estampadas nessas partes sem vida, A mão que os zombava e o coração que os alimentava. E no pedestal estas palavras aparecem: "Meu nome é Ozymandias, rei dos reis: Contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperai-vos!" Nada resta: junto à decadência Das ruínas colossais, ilimitadas e nuas As areias solitárias e inacabáveis estendem-se à distância. Shelley

Florbela Espanca por aqui...

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Inconstância Procurei o amor que me mentiu. Pedi à Vida mais do que ela dava. Eterna sonhadora edificava Meu castelo de luz que me caiu! Tanto clarão nas trevas refulgiu, E tanto beijo a boca me queimava! E era o sol que os longes deslumbrava Igual a tanto sol que me fugiu! Passei a vida a amar e a esquecer... Um sol a apagar-se e outro a acender Nas brumas dos atalhos por onde ando... E este amor que assim me vai fugindo É igual a outro amor que vai surgindo, Que há de partir também... nem eu sei quando... Em Busca do Amor O meu Destino disse-me a chorar: “Pela estrada da Vida vai andando, E, aos que vires passar, interrogando Acerca do Amor, que hás-de encontrar.” Fui pela estrada a rir e a cantar, As contas do meu sonho desfilando ... E noite e dia, à chuva e ao luar, Fui sempre caminhando e perguntando ... Mesmo a um velho eu perguntei: “Velhinho, Viste o Amor acaso em teu caminho?” E o velho estremeceu ... olhou ... e riu ... Agora pela...

Dizer nada... music by Gary Clark Jr.

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Quando a inquietude te assola sabes bem que ela não te assola merda nenhuma. A inquietude é simplesmente um estado da alma que é provocado por nós próprios, pelas escolhas que temos sempre de fazer.  Viver é uma sucessão de escolhas que vamos fazendo e no meio delas surgem inquietações que são absolutamente inerentes ao estado que antecede, durante e depois da escolha. As escolhas que fazemos nunca são feitas cientificamente mas sim humanamente e logo baseadas na trilogia razão, coração e intuição. O que queremos é o oposto da inquietação e é esse anseio de tranquilidade, paz e equilíbrio que está dependente das escolhas que façamos, dos dados que lançamos. A inquietação para muitos é o sal que tempera a vida mas para outros é dor e incerteza constante. Como fazer então? Não existem manuais, apenas a vida vivida para sabermos se as escolhas foram as acertadas ou não. O resto é só a história que cada um escreve, que vai escreve...

O muro - música de Jack Savoretti

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O desencantado vivia numa casa simples sem dono faziam já cinco anos. Encostada ao seu terreno tinha uma propriedade toda murada cujo proprietário não deixava que se percebesse o que se passava lá dentro. O vizinho vivia isolado e de forma meio dúbia, incomunicável, nunca deixou transparecer qualquer vontade de se abrir a um relacionamento saudável mesmo com a insistência do desencantado em querer criar laços de boa vizinhança. O muro alto não permitia que o desencantado visse o que acontecia do outro lado no terreno vizinho. Eis que de um dia para o outro o som de água a correr incessantemente e que ele ouvia, fê-lo pensar numa nascente de águas cristalinas mas o cheiro que pairava no ar desfazia esta imagem. O cheiro putrefato fazia-o perceber que a água que corria era fétida, malcheirosa, corrosiva o que denunciava uma sujidade latente mesmo ali ao seu lado. O muro da aparência que nada deixava ver permitia imaginar ser a água pura duma nascente. O perigo f...

Chegou a hora de deixar ir...

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                           Terminou 2016 e nada melhor que uma boa purga na nossa vida. Mal de nós se não tivermos a coragem de deixar para trás aquilo que não nos deixa evoluir, mesmo dentro de nós temos nossos lixos que devem ser deixados para trás. Este é o ano de entrada nos sixties, daqui para a frente o tempo urge e urge ser feliz, estar em paz e amar verdadeiramente ! Entremos então na dança de 2017! É tempo de deixar ir: Quando seus pensamentos vão para as memórias mais do  que para o presente.  Quando a situação lhe causa mais dor do que alegria.  Quando você espera, tem esperança e defende que a  pessoa, lugar ou situação mude.  Quando você se torna complacente, entediado ou  ressentido.  Quando o comportamento persiste mesmo que você tenha  tentado corrigi-lo.  Quando você se sente sozinho, inaudito ou desrespeitado.  Quando a situação o...