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A mostrar mensagens de março, 2013

surrealizando sem final...

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                                                                                     Magritte Velho manguço sem nome caminha lentamente e as flores exalam perfumes do mato à sua passagem, odores fortes são aspergidos tal a autoridade moral do bicho... Sentado junto ao fogareiro o velho Job controla as maçarocas a assar, no canto da boca um tabaco enrolado em papel de saco de cimento vai ardendo ... O  manguço  chegado à cabana do Job, salta para o peitoril da janela e espreita . " Hum, o Job está a esmerar-se! - empinando o narizito, pensa de si para si, enquanto num salto se põe à porta e bate duas vezes. "Deixa-te de fitas e entra pelo buraco da porta velho engraçadinho !! - vocifera Job. Sentados à volta do fogu...

no chuveiro com candeeiros...

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Hoje resolvi mandar os problemas para os buracos da rua para que os carros os amassem e os desfaçam sem contemplações...  estou radiante !! Quero que tudo se resolva por si, que eu não me angustie ficando a espera do sinal verde, não quero mais !!! Afinal de que serve isso se você não pode controlar ou mesmo influenciar o resultado final? Então ficamos assim, vou gastar montes de litros do liquido precioso e vou-me chuveirar até a alma se sentir completamente fresca, depois vou sair da toca e trabalhar meus candeeiros bem na sombra da mangueira e ouvir música aos gritos, mas dentro do civismo claro... Sinto-me um privilegiado por poder fazer o que disse e milionário por poder dispor do meu tempo mesmo sabendo que tenho todo o tempo para mim por estar sem trabalhar, sou um riquíssimo teso viu ? O vil metal está chegando ao fim e começo a imaginar como será a vida debaixo da ponte mas estou feliz e positivo e mais, estou vivo, belo, alimentado e apaix...

aprendendo sempre...

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                                                                                   Irises, 1889  Vincent van Gogh                                                                                                                                                                       Aquela dita cuja, amiga do alheio, que por vocação rouba às almas o néctar ...