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Jazz no fim de Outubro

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Jazz... existem palavras para dizer os sentires do peito mas melhor é que fiquem no silêncio, que  deixem as notas musicais escreverem o sentimento... Jazz Jazz  num solilóquio azul, borboletando por dentro a música pinta divagações e improvisos em telas  irrepetíveis... Jazz Jazz o lamento dos algodoais, a embriaguez nos bares de New Orleans , o chocalhar das correntes nos tornozelos, a voz dopada junto com o ronronar do saxofone e a guitarra  dizendo seriamente da alma Jazz Jazz misteriosa linguagem esta, feita a cada momento, recriando-se sempre a volta dum mantra harmonioso que nos emociona e vicia, nunca se repetindo Jazz

Domingo sem Irina

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O ciclone Irina resolveu vir fazer charme aqui à nossa frente, na nossa costa maputense... Ela veio ameaçadora e meio furibunda, chegou as nossas portas e começou a saracotear-se e nem para a frente , nem para traz... Ficou para ali a se exibir, a  mostrar-se... Fartou-se, pois ninguém ligou nada a sua exibição e como uma  femme fatale foi deslizando costa a baixo... Resolveu nos poupar, resolveu ir assombrar lá para as bandas da  costa sul africana. ...mas não acabou, segundo as previsões ela vai voltar dentro de dias e vai fazer uma volta de 360º triunfal, obscena,  à nossa frente vai qual touro frente ao pano vermelho se enervar e depois ... não sei mas não quero nem imaginar !!! Tomara que fique possessa e se ponha a dançar   enquanto não se decide e acabe se desfazendo em êxtase , se diluindo  por ali, pelas águas tépidas do nosso amado Índico.

Craveirinha - song by George Benson

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Relembrar Craveirinha, é relembrar que no passado houve homens que sonharam este país diferente, diferente do regime colonial e também diferente deste que temos... Passados 36 anos de Independência ainda não é este o país  que foi sonhado por José Craveirinha, Noémia de Sousa, Rui Knofli, Eduardo Mondlane,  etc... Reler estes poemas que foram escritos durante o colonialismo, e que por causa deles Craveirinha pagou na pele a sua ousadia, a de desafiar o regime com palavras, talvez sirva para reflectirmos um pouco sobre o tempo que já passou e o quanto falta fazer para termos realmente o país sonhado... O meu preço Eu cidadão anónimo do País que mais amo sem dizer o nome se é para me dar de corpo e alma dou-me todo como daquela vez em Chaimite. Dou-me em troca de mil crianças felizes nenhum velho a pedir esmola uma escola em cada bairro salário justo nas oficinas filas de camiões carregados de hortaliças um exército de operários todos c...