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A mostrar mensagens de junho, 2015

O pão que Deus amassou...

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Estar presente em si e colar conchas, pintar de cores fortes a madeira virgem O pedaço de casca de árvore, transforma-se em arte e renasce... Dos obscuros recônditos do que doía, pelo agir vai se iluminando o ser, surgem cores em círculos, laranja e amarelos do sol, como velas de cera bruxuleando no escuro O trilho de regresso é cheio de trinados de pássaros tranquilos e o aperto, o aperto do peito vai e vem, este ir não tem como não ir e vou... Soberano e lúcido é como se deve ser,  como a flor amarela do cacto,  das assustadoras agulhas do carnudo verde, desse corpo nasce a flor,  soberana, irradiando beleza Assim o sol rompe a noite fria e o trilho surge ali, a dizer, vem! As agulhas no verde fui eu, por dentro conheci caminhos estranhos que me confundiram tudo O tempo de fermentação depende da dor, ela deve ser profunda e longa para se chegar  As portas da percepção não se abrem só pela prática da meditação ou por outras...

Uma metamorfose dos sentidos...

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                                 Quando de repente  o céu escureceu pensei por momentos que fosse um temporal a chegar sem avisar, e era, era a maior tempestade dos meus sentidos! Os vidros de meu edifício vibraram de tal forma que meus ouvidos ensurdeceram com o clamor de minha alma, gritando feito um berro, sobrepondo-se o lamento ao som dos vidros enlouquecidos ... Partiu-se o espelho onde toda a vida me mirei, infeliz dono de tantas certezas, onde a minha imagem reflectida, a do meu ser agachado com o peso das expectativas  que se alhearam de tudo, cagaram para mim e empurram-me para baixo; a imagem  repetia-se e repetia-se em cada pedacinho de espelho, fazendo-me no meu ajoelhar multiplicado, entender a frio que o jogo acabou, a tempestade não veio por acaso, veio para se transformar em verdade de uma vez por todas. Naquele momento a temperatura subiu...