Heliodoro Baptista & Maverick Sabre
Paisagem com Poema em segundo Plano I «Tantos nomes que não há para dizer o silêncio». Através das palavras, as que sobraram dos outros e se encurvam à luz edificámos a casa, flores alucinantes e a canganhiça do fogo eterno que há no amor. Com esta não invoco um nome e o meu país, acocorado, volta-se de perfil com suas mulheres magras e sombrias e trágicas pegando fogo aos sexos extenuados As quizumbas deixam de ladrar quando o medo cessa e da paisagem em movimento (os rios inúteis? o crepúsculo das vontades? os cascos do remorso? as crianças sublevadas?) nomeia-se, se embebe tipograficamente a humildade dos vultos em fila ante o impossível milagre dos pães. Como no circo há quem não bata palmas. «Tantos nomes que não há para dizer o silêncio» mas lembro, soletro devagar: nocturno e geralmente inacessível um homem percorre todos os lugares e volta-se escuramente para dentro de si - que é a única prisão disponível para o ...