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Heliodoro Baptista & Maverick Sabre

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Paisagem com Poema em segundo Plano         I «Tantos nomes que não há para dizer o silêncio». Através das palavras, as que sobraram dos outros e se encurvam à luz edificámos a casa, flores alucinantes e a canganhiça do fogo eterno que há no amor. Com esta não invoco um nome e o meu país, acocorado, volta-se de perfil com suas mulheres magras e sombrias e trágicas pegando fogo aos sexos extenuados As quizumbas deixam de ladrar quando o medo cessa e da paisagem em movimento (os rios inúteis? o crepúsculo das vontades? os cascos do remorso? as crianças sublevadas?) nomeia-se, se embebe tipograficamente a humildade dos vultos em fila ante o impossível milagre dos pães. Como no circo há quem não bata palmas. «Tantos nomes que não há para dizer o silêncio» mas lembro, soletro devagar: nocturno e geralmente inacessível um homem percorre todos os lugares e volta-se escuramente para dentro de si - que é a única prisão disponível para o ...

Heliodoro Baptista sempre...

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Heliodoro Baptista é um dos maiores poetas moçambicanos e mesmo que o queiram enterrar ele permanecerá vivo. Vivemos tempos conturbados no nosso amado país e lembrar a sua história faz todo o sentido; é como se fosse uma forma de invocar o seu espírito a assistir ao que ele sempre negou querer para nós. A sua história está contada  por Adelino Timóteo  no  blog do Custódio Duma   e para quem quiser ler coloquei o link no fim deste post .  Usei alguns extractos e desde já  peço desculpa aos dois por ter usado o vosso material sem pedir licença.  Heliodoro, nunca serás esquecido, nunca !!  Ele a si se nomeava: Poeta de três prisões, exílio e desempregos.  “O melhor que alguns nomes do poder me deram foi: três prisões, três desempregos - um deles durante mais de cinco anos -, fome e morte lenta”, são dele estas palavras. Onde e quando, li ou ouvi, que quem sabe se conter terá sempre, embalado no tumul...

Quem me dera ser onda - song by Keb' Mo'

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  Faz mais de 20 anos que li este pequeno romance que é uma obra de humor a sério. O saudoso Heliodoro Baptista emprestou-me o livro e quis que o lê-se no mesmo dia, e foi isso que fiz enquanto  ouviamos música , ele vasculhava outros livros e fumávamos uns charritos... Ainda não tinha trazido nada de humor para aqui e depois de tanta seriedade espiritual nada como a perspectiva dumas boas gargalhadas .... Recomendo absolutamente a leitura deste livro ... Este livro é a crónica de uma cidade numa época em que o socialismo era a ideologia dominante. Aqui  o autor caricatura a sociedade e a burguesia como era vista na visão socialista aproveitando-se para tanto da descrição da vivência cultural quotidiana daquele povo. ... o autor é o angolano Manuel Rui que evidência o carácter cómico durante toda a narrativa. Diogo e sua família são oriundos do interior, moram no sétimo andar de um prédio que não permite animais domésti...