O segredo duplo, René Magritte - 1927 Se me perguntarem se eu quero ir, direi que sim, eu quero ir mas, perguntar-me-ão depois, queres ir afinal para onde? Direi que preciso de ir para qualquer lugar, que sinto que não estou em lugar algum Direi que pairar não é estar, que estar silêncio Se me perguntarem se eu quero ir, direi que é a urgência maior Não estar aqui e mesmo estando saber que não existe para onde ir Esse lugar que buscas, está dentro de ti, não é possível fazer dele um lugar para ir Não se fica nele, ficar nele é continuar a querer ir, a querer encontrar Passar por ele, conviver com ele para não sofrer, continuar a querer ir Estranho afã, o querer ir Pulsão líquida que se evapora e de novo se faz l...
É tão assustador mesmo essa história de estarmos deixando nossas vidas nas mãos de instrumentos como o Facebook e afins? Confesso que me acho um tanto inocente nesse aspecto. Preciso me inteirar mais...
ResponderEliminarQuanto ao Borges, eu havia postado, mas um certo site disse que o poema não era dele. Fiquei confusa porque semana passada cometi um equívoco dando créditos a quem não era devido. Mas postarei Borges no Relicário (o que sugere?)
Que bom você ter ido ao meu Inquietude. Não se perca de lá. O Relicário é onde assento coisas alheias, raras vezes há palavras minhas por lá.
Beijos.