Escondida nas folhas amarelecidas, a flor guarda do beijo, o calor húmido dos lábios, na luz desse dia ao entardecer, tecemos intrincados sonhos, plantámos pirilampos nas mãos relemos corais, dos poemas na penumbra, refizemos o amor O livro já era velho, morava na sacola nómada dos meus dias as pontas amachucadas das folhas, diziam da teimosia da fala deitado no banco noturno, junto ao candeeiro do jardim, lia o poeta das estepes, quando do breu a deusa surgiu, ela e a flor Dizia o bardo no meu peito, do amor e do espaço entre as cordas do alaúde, de não beber do mesmo copo ou comer do mesmo pão, quando ela se materializou em mel, na correnteza das minhas veias, no beijo levitámos, luzente de pirilampos, o livro aberto nas mãos O papel cheira à sépia do tempo, as letras da capa descascadas, senis, repetem os olhares trocados, depois do poema arder e tudo incendiar, quando o véu se diluiu, a chama iluminou o rosto, brilhou nos olhos acendeu o b...
É tão assustador mesmo essa história de estarmos deixando nossas vidas nas mãos de instrumentos como o Facebook e afins? Confesso que me acho um tanto inocente nesse aspecto. Preciso me inteirar mais...
ResponderEliminarQuanto ao Borges, eu havia postado, mas um certo site disse que o poema não era dele. Fiquei confusa porque semana passada cometi um equívoco dando créditos a quem não era devido. Mas postarei Borges no Relicário (o que sugere?)
Que bom você ter ido ao meu Inquietude. Não se perca de lá. O Relicário é onde assento coisas alheias, raras vezes há palavras minhas por lá.
Beijos.