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Florbela Espanca por aqui...

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Inconstância Procurei o amor que me mentiu. Pedi à Vida mais do que ela dava. Eterna sonhadora edificava Meu castelo de luz que me caiu! Tanto clarão nas trevas refulgiu, E tanto beijo a boca me queimava! E era o sol que os longes deslumbrava Igual a tanto sol que me fugiu! Passei a vida a amar e a esquecer... Um sol a apagar-se e outro a acender Nas brumas dos atalhos por onde ando... E este amor que assim me vai fugindo É igual a outro amor que vai surgindo, Que há de partir também... nem eu sei quando... Em Busca do Amor O meu Destino disse-me a chorar: “Pela estrada da Vida vai andando, E, aos que vires passar, interrogando Acerca do Amor, que hás-de encontrar.” Fui pela estrada a rir e a cantar, As contas do meu sonho desfilando ... E noite e dia, à chuva e ao luar, Fui sempre caminhando e perguntando ... Mesmo a um velho eu perguntei: “Velhinho, Viste o Amor acaso em teu caminho?” E o velho estremeceu ... olhou ... e riu ... Agora pela...

Dizer nada... music by Gary Clark Jr.

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Quando a inquietude te assola sabes bem que ela não te assola merda nenhuma. A inquietude é simplesmente um estado da alma que é provocado por nós próprios, pelas escolhas que temos sempre de fazer.  Viver é uma sucessão de escolhas que vamos fazendo e no meio delas surgem inquietações que são absolutamente inerentes ao estado que antecede, durante e depois da escolha. As escolhas que fazemos nunca são feitas cientificamente mas sim humanamente e logo baseadas na trilogia razão, coração e intuição. O que queremos é o oposto da inquietação e é esse anseio de tranquilidade, paz e equilíbrio que está dependente das escolhas que façamos, dos dados que lançamos. A inquietação para muitos é o sal que tempera a vida mas para outros é dor e incerteza constante. Como fazer então? Não existem manuais, apenas a vida vivida para sabermos se as escolhas foram as acertadas ou não. O resto é só a história que cada um escreve, que vai escreve...

O muro - música de Jack Savoretti

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O desencantado vivia numa casa simples sem dono faziam já cinco anos. Encostada ao seu terreno tinha uma propriedade toda murada cujo proprietário não deixava que se percebesse o que se passava lá dentro. O vizinho vivia isolado e de forma meio dúbia, incomunicável, nunca deixou transparecer qualquer vontade de se abrir a um relacionamento saudável mesmo com a insistência do desencantado em querer criar laços de boa vizinhança. O muro alto não permitia que o desencantado visse o que acontecia do outro lado no terreno vizinho. Eis que de um dia para o outro o som de água a correr incessantemente e que ele ouvia, fê-lo pensar numa nascente de águas cristalinas mas o cheiro que pairava no ar desfazia esta imagem. O cheiro putrefato fazia-o perceber que a água que corria era fétida, malcheirosa, corrosiva o que denunciava uma sujidade latente mesmo ali ao seu lado. O muro da aparência que nada deixava ver permitia imaginar ser a água pura duma nascente. O perigo f...

Chegou a hora de deixar ir...

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                           Terminou 2016 e nada melhor que uma boa purga na nossa vida. Mal de nós se não tivermos a coragem de deixar para trás aquilo que não nos deixa evoluir, mesmo dentro de nós temos nossos lixos que devem ser deixados para trás. Este é o ano de entrada nos sixties, daqui para a frente o tempo urge e urge ser feliz, estar em paz e amar verdadeiramente ! Entremos então na dança de 2017! É tempo de deixar ir: Quando seus pensamentos vão para as memórias mais do  que para o presente.  Quando a situação lhe causa mais dor do que alegria.  Quando você espera, tem esperança e defende que a  pessoa, lugar ou situação mude.  Quando você se torna complacente, entediado ou  ressentido.  Quando o comportamento persiste mesmo que você tenha  tentado corrigi-lo.  Quando você se sente sozinho, inaudito ou desrespeitado.  Quando a situação o...

O país que não existiu...

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                                            Libia Castro and Ólafur Ólafsson No país que não existia existindo mas que já não existe, os habitantes viviam convencidos de que eram cidadãos de verdade, que existiam. Na verdade eles não estavam enganados, apenas não tinham noção da sua real inexistência. Viviam os seus governantes convencidos de que eram os mais espertos do mundo, eles, os timoneiros do país que não existia. Então neste país, os governantes acharam que podiam pedir dinheiro emprestado  para fins obscuros   aos poderosos do mundo , pensavam eles que ninguém iria descobrir ou cobrar. Isto aconteceu sem que o povo soubesse, nem o governo oficial soube, nem as instituições do estado souberam... Só num país que não existe é que tal loucura poderia ser engendrada. O facto é que mesmo sem existir o país endividou-se e remeteu o pagamen...

Saber viver - music by Dead Can Dance

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Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome…   Autoestima Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…   Autenticidade Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de…   Amadurecimento Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é…   Respeito Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, taref...

Fatoumata Diawara e a minha terra a sangrar...

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campo de refugiados moçambicanos  no Malawi Que dizer quando vejo os homens a atingirem o apogeu da sua bestialidade? Poderia  falar do mundo, dos conflitos, dos politicos, da falsidade que aliada à crueldade se converteram nos instrumentos para a nossa degeneração, a assunção total do vale tudo desde que seja segundo a minha total falta de princípios.  Extermínios diários de seres humanos, abates traiçoeiros dos seres mais inocentes, o êxodo de milhares, o vento do Apocalipse sopra como nunca, é o tempo do desrespeito total pela vida. A essência do homem é sem dúvida de predador rapasse e está neste momento no seu expoente máximo. Nós os homens somos maus e por muito que lutemos para ser melhores, por muito que interiorizemos os ensinamentos mais ricos sobre o bem e tudo façamos para termos um mundo melhor, acabamos vendo que só temos feito o contrário. Como num espelho mágico que ...

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                                                                  by hiram67                     E ssa vaca dessa angústia que eu permito, que eu repetidamente alimento. Essa angústia a que chamam de borboleta no estômago, ela volta sempre Essa angústia se esfuma como se nunca tivesse existido mas ela fica lá na moita,  espera Essa angústia é funda, ela é o sentimento que se transforma em dor física, é o efeito colateral da alma de rastos  Essa angústia é o caos que se personifica no coração que fica gelado e deixa de bater, o coração que não ficará à espera do degelo Essa angústia também é adubo para o espírito, adubo sim para renascer na metamorfose da flor do cacto   Essa angústia quando volta, ela é uma nova trave...

Be happy !

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                                                                                                   Over the town Marc Chagal Um pássaro livre jamais viverá numa gaiola, morrerá ! Sejamos pássaros livres e voemos a nossa rota Voemos vivendo cada momento, intensamente Um pássaro livre não sonha, ele vive o sonho Ser livre é poder ser e poder ser-se é a liberdade suprema Ser um pássaro que ama e chora, que se escangalha  a rir e celebra a vida Voar é o espírito feliz, é aquele que sorri sempre do coração Voar também é amargar e chorar quando a amargura  nos vence Aquele que abre as asas e voa, arrisca-se a cair e arrisca-se também a voar e voar e voar ! Ser livre é estar para além de qualquer amarra, é n...

O fim e o início se repetindo...

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O ano está a acabar, mais um nestes já longos 58 da minha existência... Olhando para traz tenho a sensação que os últimos anos demoram cada vez menos a passar e este foi super rápido. Porquê ?  Pergunto eu para os meus cabelos quase todos brancos e a resposta não me ocorre, fica a pairar num sem fim de possibilidades. Será que a carga que carregamos e que ano após ano se vem acumulando nos faz caminhar devagar e ao mesmo tempo dispara a mente em solilóquios e introspecção sobre o tudo que já se viveu de tal modo que não damos conta do tempo a passar? Ou será que por termos a consciência do tempo curto que nos resta, este acelera dentro de nossos corações só para nos fazer perceber que essa realidade é inquestionável: a perenidade da vida! Bom, no fundo o que me fica é uma vontade imensa de viver intensamente, hoje, agora, já! 2016 será o ano das vésperas dos meus 60 anos e como se me preparasse para atingir a maioridade e como tal a liberdade, espero neste ano celebrar todos os d...