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O suicídio das borboletas - music by Lenny Kravitz

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Um dia levantar-se-ão ventos tépidos e acariciantes e as borboletas rodopiarão pelo salão. Como cores de aguarela dançarão pelo chão de pólen enquanto vozes em surdina chorarão seus sonhos perdidos em tons dos blues dos despojados... Os aromas das várias flores levitarão e as borboletas se embriagarão, perdidas de tesão beijarão os espelhos. Arrancarão depois as asas e sem cor cairão extenuadas, olhando ajoelhadas o reflexo decrépito do corpo nu de lagarta desmembrada Pestan as longas ocultam o olho visionário, o olho de água e fogo que vê para além do sol e para além do purgatório. Por trás deste olho um crânio de ideais falhados e sonhos esburacados. Por dentro daquele sujeito amores felizes e paixões intensas se levantaram como ténues correntes dum qualquer calmo oceano, e tudo arrastaram para as areias desertas de uma qualquer ilha perdida. Náufrago numa terra de borboletas exóticas, viverá como adestrador de casulos, orquestrador e circense...

Tarrus no país da cobardia

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Como a tormenta que se não adivinha, a chuva miúda ia borrifando nossos dias com incertezas e apreensões aos magotes  e mesmo assim íamos seguindo nossas vidas... A morrinha que caía mais nuns dias do que noutros deixou de o ser e rapidamente se está a transformar em  chuva grossa,  a nós só nos resta esperar que não vire uma tempestade destruidora.... O desfecho  é mais que sabido e caminhamos sim para aquilo que nós, a maioria,  não queríamos que acontecesse mas que no intimo de cada um de nós,  sabíamos que iria acontecer, a guerra  ... Como uma máquina gigante, surreal, que surge no horizonte da ficção cientifica e esmaga tudo à sua passagem ou como o ciclone que girando a uma velocidade alucinante segue lentamente moendo tudo à sua passagem, esta borrasca promete nos deixar de novo de rastos, esmagados contra o chão, nus, sem direito a sonhar ou a querer... As rajadas já varrem vidas faz tempo mas a...

Gabo de Macondo para Maputo ...

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                                    Macondo cresce a partir de um pequeno assentamento num lugar isolado e com quase nenhum contacto com o mundo exterior, para eventualmente tornar-se num grande e próspero lugar que  antes era apenas um bananal. O estabelecimento do bananal vai levar Macondo à queda, a que se segue  uma gigantesca tempestade de vento que vai limpa-la do mapa. Enquanto a cidade cresce e até cair , as diferentes gerações da família Buendía desempenham um papel importante, contribuindo para seu desenvolvimento e para o seu fim. Segundo a Ministra, na administração pública, defesa e segurança, a taxa de reajuste salarial é de oito por cento, um incremento de 222,40 MT, fixando o salário mínimo em 3.002,4 MT. No sector da pesca semi-industrial, a taxa de reajuste é de 11,1 por cento, um acréscimo de 317 MT, o que eleva o salário mínimo para ...

Ir atrás das palavras com Jazz

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                 Saudades de escrever de supetão, com as palavras a arfar, a gritarem desespero e angústias... Vomitar as dores e as náuseas da condição humana, fazer as letras estremecerem e se encherem de lágrimas... Onde está essa alma perturbada, sem esperança, rastejando pelos becos do desencontro, onde está?   Ah !  A felicidade e a plenitude deram cabo desse ser avinagrado a copos de vinho e intoxicado a fumos de levitação... eternamente enquanto dure, soi dizer-se ... Saudades da poesia corrosiva, da miscelânea de pensamentos ansiosos, de urgências de pranto e de raivas assassinas a abarrotar... O amor é fatal para quem ama a maldição dos sentires pungentes, para quem se descreve pela dor em palavras lavradas a sangue.. Ah ! A insatisfação é uma das fraquezas maiores dos humanos, só queremos estar onde não estamos e nada nos satisfaz, somos ambíguos e fomos feitos para ser felizes e in...

Os Beatles e a falta de inspiração

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                                                                                    Escrever devia ser fruto da alegria, da felicidade, do prazer, de textos lindos, de música feita de palavras, mas para alguns é esse estado de alma que simplesmente demite a inspiração... Para alguns a dor, a angústia, o sofrimento, são os catalisadores de palavras profundas que viram escritos vindos de precipícios, dos abismos escuros da alma... O vazio do branco imaculado duma folha por escrever, não faz mossa nessa minha afortunada falta de inspiração !!                                         ...

Bukowski & Old Rock

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se não sai de ti a explodir apesar de tudo, não o faças. a menos que saia sem perguntar do teu coração, da tua cabeça, da tua boca das tuas entranhas, não o faças. se tens que estar horas sentado a olhar para um ecrã de computador ou curvado sobre a tua máquina de escrever procurando as palavras, não o faças. se o fazes por dinheiro ou fama, não o faças. se o fazes para teres mulheres na tua cama, não o faças. se tens que te sentar e reescrever uma e outra vez, não o faças. se dá trabalho só pensar em fazê-lo, não o faças. se tentas escrever como outros escreveram, não o faças. se tens que esperar para que saia de ti a gritar, então espera pacientemente. se nunca sair de ti a gritar, faz outra coisa.  se tens que o ler primeiro à tua mulher  ou namorada ou namorado  ou pais ou a quem quer que seja, não estás preparado. não sejas como muitos escritores, não sejas como milhares de pessoas que se consideram escritores, não sejas chato nem aborrecido e pe...

Amor & Ódio

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                                  AMOR                                      A luz no paraíso é feita de azuis, desbotam o mar em tons de aguarela Feito de carinho e doçura o amor se transforma em sublime existir O tacto é transparente e as almas se enroscam num sufocado abraço terno Nas miríades de luz e amor, a dor se desvanece em certezas de alegria e rejubilo Conchas e búzios alaranjados, roxos e brancos imaculados enfeitam as areias virgens Amar dando como que brotando de dentro o nosso melhor, até mesmo o melhor que não sabíamos ter A pele de cobre se torra e transforma-se em café escuro e o sorriso estampado de branco se ilumina O mar presente é sublime na sua quietude, um mar desfeito pelas ilhas, rendido, acaricia, belíssimo!                 ...

O doce veneno da melancolia...

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                                   Nada!  Horas e horas neste ponto morto  Onde caiu agora a minha vida...  Nem um desejo, ao menos!  Só instintos pequenos:  Apetite de cama e de comida!  Nem sequer ler um livro  Ou conversar comigo, discutir...  Nada!  Neutro, morno, a dormir  Com a carne acordada.  Miguel Torga O prazer profundo, inefável, que é andar por estes campos desertos e varridos pela ventania, subir uma encosta difícil e olhar lá de cima a paisagem negra, escalvada, despir a camisa para sentir directamente na pele a agitação furiosa do ar, e depois compreender que não se pode fazer mais nada, as ervas secas, rente ao chão, estremecem, as nuvens roçam por um instante os cumes dos montes e afastam-se em direcção ao mar, e o espírito entra numa espécie de transe, cresce, dilata-se, não tarda que es...

O Buddha falou assim...

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A essência do Budismo está no caminho que nos leva á libertação do sofrimento.. Tarefa utópica mas ao mesmo tempo verdadeira e longa, quase direi humanamente impossível  ... O sofrimento é o veneno que nos corrói e retira todo o significado á nossa existência Este sofrimento na forma sentida pelo Buddha é mais próximo do sentimento de insatisfação, a nossa insatisfação, estamos felizes agora e daqui a pouco já não estamos... Vivemos sempre nos extremos e a única forma de vida sem sofrer é a do meio, o equilíbrio é o caminho para se sair do ciclo do sofrimento.  O Buddha diz que este sofrimento que todos sentimos tem uma causa, e essa causa está dentro de cada um de nós. Ele depois explica que a causa é o desejo, a forma como nós lidamos com os nossos desejos mais íntimos, os verdadeiros. O desejo tem de existir, o desejo de sermos melhores pessoas, o desejo saudável, o desejo nas suas vertentes extremas não, esse desejo causa o sofrimento.  O Bud...

Love me, love me not...

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Love, love, love Noite de um verão qualquer e o amor a roer feito rato esfomeado num naco de queijo, trincando... O amar é uma foda, é a certeza de que te vais espetar numa curva qualquer O alvoroço da paixão, do sexo, nos embriaga, enfeitiça e tudo fica sem nome Amar é fodido, fica colado e só te apercebes o quanto está colado quando chega a hora de descolar Love, I love you, amo-te, tudo brotando como lava, um sentir prazer enfeitiçado, mas acaba e ai... Fodido saber que acabou mas querer mais, os factos dizendo da diferença de planetas donde viemos, as linguagens intraduziveis ...mas mesmo assim  a tesão do corpo e as auras se fundindo para além de todas as diferenças que nos separam.... Como febre, dependente, viciado eu quero mais, mesmo sabendo que não haverá mais, queres incondicionalmente mais ... Amar é uma dor fodida, acho que uma sensação até maior que o êxtase que a alegria e o prazer  que o próprio amar nos trás, ela faz ...