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... é deixar ir - music by India Arie

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                                                Abdicar por amor, frase que contém o conceito mais generoso, diria,  a dádiva maior feita de todas lágrimas... A consciência dorida da impossibilidade de se ter e o ter de desistir, sem querer, do que mais se quer ... A liberdade de sentir corta como uma faca de dois gumes, o teu sentir não pode exigir o sentir do outro e são duas liberdades que se anulam na não realização do que se anseia... Abdicar é foda, abdicar é aceitar que uma parte de ti seja decepada...  "Por amor mato o pedaço mais sensível e pulsante do meu ser".... "Se um não quer dois não fazem", menos sofrido quando assim é, o desamor de um dos lados  é uma  causa perdida  .... Abdicar por amor em cima do amor  maior , o amor recíproco, esse é o abdicar real, é o céu ao teu alcance e as razões do acaso ...

Vale sempre a pena... - reggae music

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                                                                                                                                                              Quem se lembra do filme de culto de 1978,  Midnight  Express? A história do jovem  turista que é apanhado no momento do embarque em  Istambul com algumas barras de haxixe e é fechado  numa cadeia infernal, prisão que o leva quase à loucura.... Já preso há muitos anos é transferido para uma cadeia - hospício e ai a loucura fica por um fio... A dada altura e contrariando a rotina diária...

Love, where are you ?

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Solidão é um mar sem profundidade, sem maré, imenso e inavegável... Não ter ninguém, não falar com ninguém, não ver ninguém... Solidão é uma merda, um beco sem saída, uma ilha perdida... Ficar falando consigo até a exaustão, falar para não enlouquecer, enlouquecendo... Solidão é cobardia, é não querer, é ir desistindo, entregando a vida ... Ficar na janela olhando nada, música tocando e não se ouvir, silêncios sonoros zumbindo !! O Buddha soando seus dizeres, os mantras te puxando e mesmo assim... Solidão é negação, é não viver, é só o espírito se rebelando, procurando sair... O mar leva o  espírito, voando veloz por sobre as águas no vazio... Solidão é reflexão, é regressão, é viver para trás procurando o porquê Amar é tão distante, rir é algo que está doente, sobra só dormir, sim dormir... Dormir o sono dos perdedores, sonhar com a vida que já não existe, dormir acordado... Porra, mandar tudo para o espaço tentei, como um boomerang tudo voltou... Fugir não adianta, fu...

As Quatro Nobres Verdades

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O mundo esta cheio de sofrimentos.  O nascimento, a velhice, a doença e a morte são sofrimentos, assim como são o fato de odiar, estar separado de um ente querido ou de lutar inutilmente para satisfazer os desejos.  De fato, a vida que não esta livre dos desejos e paixões esta sempre envolta com a angustia.  Eis o que se chama de a Verdade  do Sofrimento. A causa do sofrimento humano encontra-se, sem duvida, nos desejos do corpo físico e nas ilusões das paixões mundanas.  Se estes desejos e ilusões forem investigados em sua fonte, poder-se-a verificar que os mesmos se acham profundamente arraigados nos instintos físicos.  Assim, o desejo , tendo um grande vigor, já em sua base, pode manifestar-se em tudo, inclusive mesmo, em relação a morte.  A isto se chama de a  Verdade da Causa do Sofrimento . Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, ai então, morrera esta paixão e desaparecerá, co...

A nossa solidariedade desumana - music by Richard Bona

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                                                                                           " O anjo caído "  - Gustave Doré Lá onde não se quer a miséria absoluta pois a miséria só por si até que nem seria má de todo, esgrimem-se razões e reivindicações ao ritmo da morte que paulatinamente vai ceifando os cidadãos absolutamente miseráveis e os miseráveis... Tal como um clube rico que negoceia a aquisição de mais um reforço, sem stress, pesando cada vantagem e cada desvantagem, ao sabor do defeso, sem nenhum prazo, sem qualquer pressão, por lá assim  se negoceia  um acordo sem urgência, sem mesmo banco de urgências !!! A que ponto chegaram como seres humanos ou será que de humanos só têm a definição? A capacidade de aceitar o ...

Mia Couto - Prémio Camões 2013

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                              Mia Couto que não precisa de apresentações ganhou hoje o Prémio Camões, o maior galardão para os escrevinhadores da língua portuguesa. Moçambique mais uma vez tem motivos para celebrar este feito que já foi  alcançado no passado pelo poeta mor José Craveirinha. Parabéns Mia Couto, parabéns Literatura Moçambicana !! O não desaparecimento de Maria Sombrinha  Afinal, quantos lados tem o mundo no parecer dos olhos do   camaleão? Já muita coisa foi vista neste mundo. Mas nunca se encontrou nada mais triste que caixão pequenino. Pense-se, antemanualmente, que esta estória arrisca conter morte de criança. Veremos a verdade dessa tristeza. Como diz o camaleão - em frente para apanhar o que ficou para trás. Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo pois espantável q...

Bhagavad - Guitá " A 13ª lição "

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                                 O estado de provação se estende fazendo já milhares de horas extraordinárias no meu viver. Fiquei seco de palavras e só me sobrou o alento para beber a Sabedoria, a única possibilidade de continuar sem desfalecer definitivamente . Então peguei meu Bhagavad - Guitá, meu Livro Sagrado e fui lendo e relendo esta lição.  Krixna , o Ser supremo sob a forma humana (avatar ), guia o carro de Ardjuna  na batalha de 18 dias. O Senhor Krixna disse: Este corpo, ó Filho de Kuntí, chama-se o campo:quem bem o conhece é proclamado pelos sábios, disto cientes, como conhecedor do campo. Fica sabendo, ó Grão Filho de Bhárata, que sou, do campo conhecedor em todos os campos. Conhecimento do campo e do seu conhecedor é, por Mim, tido como o vero conhecimento. Escuta, vou dizer-te agora e em resumo  em que consiste o campo e qual a sua esp...

O Buddha em tons de azul...

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Venerado, Amado, Único, também meu Buddha !!! Os caminhos se entrelaçam , desaparecem no nevoeiro que surge, simplesmente deixo de ver caminho algum... A paz permanece plena me preenchendo o ser , como se assistisse ao meu próprio drama, tomo coca-cola e como pipocas na plateia vendo tudo acontecer sem imaginar o final . Meu Buddha, não é entender que eu busco, não é sequer resolver meus problemas, apenas sorrir ... Por dentro fazer sorrir os afectos e o bem querer, por fora sorrir dos cabelos aos pés !! Buddha , mestre do apaziguamento e do desapego, explica-me como consigo estar em paz, sem receio algum quando tudo o que me rodeia ferve em azeite, se cozinhando, se torrando sem dó nem piedade? O mar beatífico em cores suaves e o silêncio sem vento deixam a água feito um tapete mágico em tons de azul.. Pergunto ao Mestre, como beber essa aura, essa vibração irradiante do cenário gigantesco em tons de azu...

Boris Vian na Jamaica

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                                Querida vem junto de mim  Esta noite quero cantar  Uma canção para ti  Uma canção sem lágrimas  Uma canção ligeira  Uma canção de charme  O charme das manhãs  Envolvidas em bruma  Em que valsam coelhos  O charme dos pântanos  Onde alegres crianças louras  Pescam crocodilos O charme dos prados  Que se ceifam no Verão  Para podermos rebolar-nos  O charme das colheres  Que rapam os pratos  E a sopa de olhos claros  O charme do ovo cozido  Que permitiu a Colombo  O truque mais luzido  O charme das virtudes  Que dão ao pecado  O gosto do proibido Podia ter-te cantado  Uma canção de carvalho  De ulmeiro ou de choupo  Uma canção de plátano  Uma canção de teca  De rimas mais duráveis  ...

O tempo em camadas vividas...

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          As teias que envolvem o quadro escondido pelo tempo são como uma manta de filigrana No fundo do sótão, por trás de móveis desconjuntados, da bola de basket careca de tantas partidas A tela esquecida, na penumbra dos dias permanece guardando a história dum tempo, dum espaço... Não feito o quadro de Dorian Gray, apenas se  descascando imperceptível mente, devagar... No dia em que se fez a mudança de casa, nesse dia ele seria relegado para o fundo do sótão Esta casa do presente, já muito antiga, não tem  nenhuma parede onde ele possa ser pendurado Nenhum prego, nenhum acessório poderá suster o peso da pintura, as paredes liquefazem-se Nesta casa a luz faz com que o azul do mar da tela se derrame qual maré pelo chão, pelos quartos As gaivotas volteando por cima do barco artesanal ouvem-se pelos corredores, ah o calor... O calor, a brisa do m...