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  Teimaste em querer, perturbaste o silêncio dos gestos, acariciaste o pelo sedoso da perdição e assim perdeste, o ensombrado estado de graça, a pachorrenta via sacra dos sentidos adormecidos, voltaste ao inferno e ardeste Como pedras de aguçadas arestas, que beijaram sedentas bocas, ávidas de não morrer, desesperaram os prisioneiros, tristes, arrastaram-se sobre pedras afiadas, as almas feridas, os sorrisos exangues, trocistas, a fazer crer que era possível Não sabias da mudança das estações, nem do desgaste do sol achavas que podias esticar as cores, escrever cheiros, prender o amor numa gaiola de oiro, deixar o acaso desvendar o trilho, mas o céu baixou o tom, tocou no coração ferido, fez anoitecer Quimeras são mentiras como promessas, são contos de fantasia são como amores garantidos, almas gémeas, encontros do acaso são sorrisos rasgados com o brilho nos olhos, são falsos dizeres quantas vezes o que se não diz, tudo revela, no gesto, no silêncio  An...
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  Ao fim de quase seis anos, regresso ao princípio, onde tudo começou. Sim, foi aqui que comecei a publicar e era só o gosto de publicar... estávamos em 2008. As redes sociais, quiseram matar o Melomaníako, mas a previdência manteve-o vivo, em lume muito fraquinho. O regresso, vem depois de um processo de desintoxicação das redes sociais. Afinal o objectivo é só colocar na web, que melhor lugar que este. René Magritte "A clarividência", 1936 SIA-VUMA