African Guernica - Dumile Feni, 1967 Lá para o centro cozinham-se frustrações e ódios e os homens vivem na mata à espera da guerra, nós aguardamos a chegada dum qualquer messias, aguardamos o bom senso, esperamos pelo despertar da razão daqueles que desmandam A cidade está vazia fantasmagórica, vivemos hoje um dia a fingir, vagamos cegos, fomos cobaias dentro dum barril de pólvora esperavam-se convulsões, que o povo se revoltasse, sabiam que era possível eles sabiam e povoaram a cidade com bestas, premeditadamente o fizeram, intimidando Os pneus discreta e timidamente iam ardendo e o sururu foi inóquo, ficou adiado, os celulares emudeceram devido a um vírus chamado mordaça e a expectativa esmoreceu Os parcos níqueis com ...
quando a borboleta ficou pronta... depois o bar ficou pronto... e no passado dia 23 abrimos, sem pompa nem circunstancia... abrimos e pronto, a festa fica para depois... ...por fim, e depois de tanto trabalho e paixão me fico pedindo humildemente a bênção aos Deuses nesta nova etapa !!
Escondida nas folhas amarelecidas, a flor guarda do beijo, o calor húmido dos lábios, na luz desse dia ao entardecer, tecemos intrincados sonhos, plantámos pirilampos nas mãos relemos corais, dos poemas na penumbra, refizemos o amor O livro já era velho, morava na sacola nómada dos meus dias as pontas amachucadas das folhas, diziam da teimosia da fala deitado no banco noturno, junto ao candeeiro do jardim, lia o poeta das estepes, quando do breu a deusa surgiu, ela e a flor Dizia o bardo no meu peito, do amor e do espaço entre as cordas do alaúde, de não beber do mesmo copo ou comer do mesmo pão, quando ela se materializou em mel, na correnteza das minhas veias, no beijo levitámos, luzente de pirilampos, o livro aberto nas mãos O papel cheira à sépia do tempo, as letras da capa descascadas, senis, repetem os olhares trocados, depois do poema arder e tudo incendiar, quando o véu se diluiu, a chama iluminou o rosto, brilhou nos olhos acendeu o b...
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