Esvoaçando por aí...
O beija flor, minusculo, ele percebe o doce pólen pára no ar voando e seu bico de agulha suga o amor a flor se oferece e entrega sua essência perfumada sem palavras e prenhe de sibilares o amor revela-se. O Borges me contou dum livro mágico, infinito que folheando-o nunca encontrara o principio, nem o fim jamais encontrou em suas folhas. Quis queimá-lo mas teve medo, imaginou que o fogo nunca teria fim e o mundo arderia... As folhas secas, as penas perdendo o viço, o já visto a condição exige, o espetáculo de nós discutindo por dentro, questões gastas, as regras dum jogo estranho e sonhando queremos o impossível acontecer. A cabeça branca no reflexo das montras, a imagem falando... Voar como uma águia, pelos céus, pelas montanhas com olhar penetrante, dominado o espaço, livre a leveza de ser-se , isolamento ou explosão, leve. Ser e deixar acontecer, desafio do desistir, ir, partir... ...